segunda-feira, 11 de julho de 2011

Brasil termina Copa do Mundo de Judô com 11 medalhas

O Brasil encerrou com onze medalhas a Copa do Mundo de Porto la Cruz, etapa venezuelana do Circuito Mundial de Judô. Nenhuma dessas, porém, foi de ouro. Neste domingo, a delegação brasileira garantiu mais uma prata, com Leonardo Leite, e três de bronzes, de Daniel Hernandes, Nádia Merli e Claudirene César. Dos 28 atletas brasileiros na competição, só sete não ficaram entre os sete primeiros em suas categorias.

Daniel Hernandes faturou o bronze na Venezuela

Uma Copa do Mundo como esta na Venezuela é a etapa que menos cede pontos para o ranking mundial do judô. O campeão recebe apenas 100, contra 200 do medalhista de ouro de um Grand Prix como o de São Paulo e 300 de um Grand Slam como o do Rio.

Na categoria até 100 kg, Leonardo Leite precisou de apenas duas vitórias para chegar à decisão contra Amel Mekic, da Bósnia-Herzegovina, por um wazari. Com os 60 pontos conquistados na Venezuela, ele vai a 562 no ranking mundial e fica a 12 de Luciano Correa, melhor brasileiro no peso e seu rival direto por uma vaga olímpica.

Também precisando de pontos para encostar no melhor brasileiro na categoria até 81 kg (Leandro Guilheiro), Flávio Canto foi até as semifinais na Venezuela. Com duas derrotas em sequência, acabou sem medalha, em quinto. Mesmo desempenho teve outro brasileiro, Maicon Franca.

Entre os pesos pesados, Daniel Hernanes chegou às semifinais com duas vitórias, mas perdeu para o polonês Gzergorz Eitel. Na disputa pelo bronze, venceu David Moura, brasileiro que havia vencido na repescagem outro atleta do País, João Gabriel Schlittler. Na categoria até 90 kg, Vinicius Nunes estreou com vitória e foi eliminado na segunda luta.

No feminino, a categoria até 70 kg teve três brasileiras na repescagem. Nadia Merli venceu Glaucia Lima e depois faturou o bronze ao bater Kathleen Sell, dos Estados Unidos. Natalia Bordignon perdeu duas vezes após estrear vencendo e ficou sem medalhas.

No peso acima, Samantha Soares precisava de apenas uma vitória para lutar por medalhas, mas perdeu duas vezes. Entre as pesadas Claudirene chegou à semifinal com uma vitória em uma luta. Não foi à final, mas ficou com o bronze após bater a argentina Samantha Kessler.

Rafaela Silva ficou com a prata na categoria até 57kg

Fonte: ESPN Brasil

domingo, 10 de julho de 2011

Repetição, uma das principais recomendações para ter um Jiu-Jitsu afiado

Entenda o por quê do armlock voador da campeã mundial Hannette Staack: repetição. Essa é uma das principais recomendações para estar afiado no Jiu-Jitsu. Repetir as posições e movimentos diversas vezes para, na hora do combate, eles saírem naturalmente.

Antes de garantir o sétimo título mundial, Hannette, repetiu e repetiu as técnicas, seja das básicas às mais evoluídas. O resultado foi um belo armlock voador na decisão do peso médio.

A bela finalização de Hannette

Confira abaixo o treinamento da faixa-preta da Brazil 021 no vídeo abaixo, que agora segue para o ADCC. Perceba que o armlock voador está lá!


Fonte: GracieMag Brasil

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Os 5 melhores nocautes do primeiro semestre no MMA

O primeiro semestre de competições, nos maiores circuitos de MMA, chega ao fim repleto de lutas emocionantes (outras nem tanto). Pelo menos nocautes impressionantes não faltaram.

Abaixo, confira uma lista com os cinco mais demolidores da temporada até agora. Você concorda? Aproveite e faça a sua também.


Anderson Silva x Vitor Belfort (UFC 126)

Promovida como ‘a luta do século’, foi definida ainda no primeiro assalto. O público já vaiava a falta de iniciativa dos lutadores, quando Anderson aplicou o chute frontal certeiro no queixo que mandou Belfort para a lona. Precisão extrema, manutenção da supremacia dos médios (desde 2006) e primeiros créditos do golpe para o ator, lutador e ‘guru marcial’ Steven Seagal. Relembre abaixo:




Cheick Kongo x Pat Barry (UFC on Versus 4)

O mais inusitado. Logo no primeiro assalto, Barry conectou um cruzado de direita em cheio que mandou Kongo a knockdwon. O castigo continuou com mais golpes no chão. Cheick levantou mas levou outra bomba e desmoronou novamente. Semi-nocauteado, ficou em pé mais uma vez e aproveitou o ímpeto do adversário (partia para cima sem parar) para encaixar a sequência cruzado/upper que desmontou Berry de vez e decretou uma das viradas mais impressionantes na história recente das lutas.




Lyoto Machida x Randy Couture (UFC 129)

O carateca baiano/paraense vinha de duas derrotas consecutivas e lutava pela sobrevivência na franquia contra o veterano Randy Couture, 47 anos, ex-campeão dos meio-pesados e pesados e que na ocasião faria o último combate da carreira. Após domínio no primeiro assalto com o padrão repleto de movimentação e contragolpes característicos, Machida aplicou um chute frontal com salto certeiro no queixo. Resultado: uma vitória a mais para o brasileiro, um dente a menos para Couture… e mais créditos para Seagal.


Lyoto machida vs Randy Couture por estiloradical no Videolog.tv.



Sam Stout x Yves Edwards (UFC 131)

O combate entre os lutadores se destacou pela troca de golpes intensa desde o primeiro segundo. Stout foi tecnicamente mais eficiente: manteve a postura nos momentos mais elestrizantes, acertou cruzado perfeito e ‘desligou’ Edwards instantaneamente, que foi ao solo já desacordado.




Patricky Freire x Toby Imada (Bellator 39)

O versátil lutador do Rio Grande do Norte não deu chances ao adversário na fase semifinal do GP dos leves (até 70kg) do Bellator, evento norte-americano que desponta como terceira força do MMA mundial. Após minar o adversário com fortes chutes nas pernas, Freire aplicou joelhada voadora demolidora que liquidou o oponente. Confira abaixo:




Fonte: MMA Brasil

"Se você não sabe Jiu-Jitsu, está em perigo"

Quando Royce Gracie adentrou o octagon nas primeiras edições do UFC, poucos no mundo conheciam ou entendiam o estilo de Jiu-Jitsu brasileiro.

Na época, a batalha no octógono era mostrar qual a arte marcial mais eficiente e, sem luvas, tempo ou categoria de peso, Royce seguiu invicto por 13 combates, tendo finalizado em 11 deles.

O tempo passou, os especialistas em chutes, socos e wrestling passaram a treinar Jiu-Jitsu e vice-versa. Como seria lutar hoje MMA sem saber a luta de chão? É mais ou menos sobre isso que Rener, Ryron e Ralek Gracie falam no vídeo abaixo.

"Se você sabe qualquer arte marcial, mas não sabe Jiu-Jitsu, está em perigo", diz Ralek.

E para você, leitor, tem como lutar MMA sem saber Jiu-Jitsu? E o atleta da arte suave, tem chances de vencer uma luta apenas com o conhecimento no chão? Não deixe de comentar.



Fonte: GracieMag Brasil

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Belfort quer ser "leão" no UFC 133

Depois da derrota para Anderson Silva, Vitor Belfort vai estar pela primeira vez em ação no dia 6 de agosto, na Filadélfia, no card do UFC 133. Pela frente, Vitor vai ter o japonês Yoshihiro Akiyama.

“Acho que ele é um cara resistente e aplica boas quedas. Aparentemente ele é forte. Acho que é isso. Com luva de quatro onças na mão irmão, o bicho pega, tem que estar ligado. No ringue não pode piscar. Meu trabalho é agir primeiro, se antecipar. Como os animais na selva, vou estar igual a um leão, pronto para caçar. A hora que eu pegar, peguei. Estou fazendo de tudo para estar na melhor fase. Podem esperar, vocês vão adorar”, comentara Vitor numa entrevista recente.

Belfort está treinando duro para dar a volta por cima e se recuperar da incrível derrota em fevereiro. O lutador divulgou um vídeo nesta quarta-feira onde aparece afiando seu boxe com o treinador Gil Martinez. O objetivo é estar mais que preparado para atropelar Yoshihiro.

“Vamos ver um Vitor novo em folha e estou muito animado para essa luta”, afirmou Martinez. “Nosso compromisso é ter um tempo de trabalho duro, e o trabalho que ele está fazendo vai prepará-lo ao nível para ser um campeão de novo”.

Todos sabem que o fenômeno segue com o Jiu-Jitsu entre as prioridades durante a preparação, ao lado de feras como o campeão mundial Gilbert Durinho. No entanto, a trocação não fica de lado.

“O boxe trabalho com o grande treinador mexicano, Gil Martinez, ele é sinistro. Muay Thai com o Ray Sefo e no Jiu-Jitsu, além do Durinho, o Robert Drysdale também costuma me ajudar. O treino está muito bom, alto nível.”

Abaixo, confira um pouco dessa preparação:



Fonte: GracieMag Brasil

terça-feira, 5 de julho de 2011

Rorion Gracie diz que UFC virou "show" onde campeão não é melhor do mundo

Rorion Gracie, criador do UFC, admitiu que não assiste mais ao evento. Em entrevista ao blog Clube da Luta, da revista VIP, ele disse ter orgulho de sua criação, mas também não poupou críticas e disse que não vai acompanhar nem mesmo a edição do Rio de Janeiro. Atualmente, ele mora em Torrance, na Califórnia, onde funciona uma das academias da família Gracie.

“Depois de cinco edições, resolvi sair do UFC. Começaram a haver mudanças e instituições de regras, e eu não concordava com elas. Ele tinha virado um show de entretenimento. E eu queria que fosse um evento com finalidade educacional. Quando vi que ele tinha se tornado algo puramente financeiro, resolvi sair. Estaria me prostituindo se continuasse nele. Dinheiro sempre foi consequência, nunca a razão do meu trabalho. Não assisto mais ao UFC desde então. Nem quando tem luta de um Gracie. E, por isso, não vou assistir ao UFC Rio”, confessou.

Ícone do jiu-jitsu, Rorion afirmou que o campeão de UFC não pode ser considerado o melhor lutador do mundo. “Hoje, não se pode dizer que o campeão do UFC é o melhor lutador do mundo. Ele apenas aprende a usar as regras da competição. Bateu o gongo, ele tem que parar. Isso não é luta de verdade. Mesmo assim, estou orgulhoso do sucesso do evento. Sou o pai da criança. É meu filho e está crescendo, mesmo que longe de mim. Isso é motivo de orgulho”, disse.

O lutador exaltou a popularização da luta em território norte-americano, fato que se deve muito ao seu próprio empenho. “Sempre foi uma arte marcial de defesa pessoal. Para a família Gracie, não dá para aprender luta se a situação for limitada com, por exemplo, juiz, regra ou tempo. O jiu-jítsu é a luta mais humana que existe, a forma mais humana de controlar uma situação. Ele não desfigura ninguém, não tem soco na cara. Se eu apertar um pouquinho o pescoço do sujeito, ele, se for esperto, desiste da luta antes de ser estrangulado. O jiu-jítsu humaniza o praticante e não provoca a briga”, explicou.

Rorion foi responsável pela primeira edição do UFC, hoje um evento multimilionário.“Como o negócio no meu tatame só crescia, resolvi criar um evento para mostrar a eficiência do jiu-jítsu. Foi assim que pensei em fazer o Ultimate Fighting Championship. Era um evento em que não havia regras, juiz, nada disso – como os criadores do jiu-jítsu pregavam. Um estilo contra o outro, para mostrar qual era o melhor. Para bancar a primeira edição, consegui dinheiro com meus alunos. Escolhemos Denver, no Colorado, porque era um dos seis estados americanos que permitia lutas sem luva. Foi um sucesso estrondoso”, finalizou.

Veja esse vídeo (e treine seu inglês) onde Rorion explica porque vendeu o UFC:


Fonte: UOL Esporte

Judoka no MMA - Ronda Rousey no Strikeforce


A judoka faixa preta 4º dan, Ronda Rousey (ouro nos Panamericanos de Judo em 2004 e 2005, e prata em 2006; ouro nos Jogos Panamericanos 2007; prata no Mundial de Judô de 2007; bronze nas Olimpíadas Beijing em 2008) assinou com o Strikeforce para fazer sua estréia promocional no dia 30 de Julho, no evento Fedor vs. Henderson, contra Sarah “The Monster” D’Alelio (4-1).

Ronda ficou famosa por ser a primeira americana a ganhar uma medalha olímpica no judô, tornando-se vegan para comemorar. Ronda possui um histórico profissional de 2-0, com todas as suas lutas terminando em finalização por Armlock em menos de um minuto. Suas lutas amadoras também caminharam da mesma forma, vale a pena ver os tempos das lutas dela:

Amador:

  • Hayden Munoz - 0:23s
  • Autumn Richardson - 0:57s
  • Taylor Stratford - 0:24s


Profissional:

  • Ediane Gomes - 0:25s
  • Charmaine Tweet - 0:49s


Tudo leva a crer que será uma ótima aquisição para o Strikeforce, e promete uma luta bem interessante no próximo dia 30. É sempre bom ver atletas de artes marciais tradicionais cruzando a linha e chegando no MMA.

Veja o vídeo abaixo:


Fonte: Kuro Obi